Finanças

Conciliação de cartão: por que o valor da maquininha nunca bate

KEquipe Kontio 6 de julho de 2026 7 min de leitura

Você vendeu R$ 1.000 no cartão. Dias depois, caem R$ 970 na conta — em parcelas, com taxas embutidas e datas que ninguém entende. Se você lança só o que entrou no banco, está perdendo informação (e dinheiro).

O problema em uma frase

Na venda com cartão, o valor da venda, o valor que entra na conta e a data em que entra são três coisas diferentes. Quem registra apenas o que aparece no extrato bancário está registrando a sobra, não a venda.

O que acontece entre a venda e o depósito

EtapaO que muda
Venda no cartãoReceita bruta de R$ 1.000 — este é o valor da sua receita
Taxa da adquirente (MDR)A operadora retém um percentual — vira despesa financeira
Prazo de recebimentoDébito costuma cair em ~1 dia; crédito em ~30; parcelado, mês a mês
Antecipação (se usada)Você recebe antes, pagando outra taxa — mais despesa financeira
Depósito no bancoChega o valor líquido, muitas vezes agrupado com outras vendas

O erro que apaga sua receita

Lançar R$ 970 como receita. Nesse caso:

O jeito certo de lançar

A venda de R$ 1.000 com R$ 30 de taxa gera um lançamento em partida dobrada com três contas:

ContaDébitoCrédito
Cartões a receber (ativo)970,00
Despesas com taxas de cartão30,00
Receita de vendas1.000,00
Totais1.000,001.000,00

Quando o dinheiro efetivamente cai no banco, você baixa o "Cartões a receber" contra "Caixa e Bancos". A receita já estava reconhecida no dia da venda — é o regime de competência funcionando.

Receita é o que você vendeu. O que caiu na conta é caixa. Confundir os dois é o erro que faz a maquininha "comer" sua margem sem que você perceba.

Cuidado especial com a antecipação

Antecipar recebíveis é um empréstimo caro disfarçado de facilidade. A taxa de antecipação é despesa financeira e precisa ser registrada como tal. Se você antecipa todo mês por hábito, some as taxas do ano — o número costuma assustar, e muitas vezes sai mais barato resolver o problema de capital de giro na raiz.

Checklist da conciliação de cartão

  1. Baixe o extrato da adquirente, não só o do banco.
  2. Registre a venda bruta no dia da venda, com a taxa como despesa.
  3. Concilie o depósito agrupado do banco contra as vendas individuais que o compõem.
  4. Confira as taxas. A adquirente cobrou o percentual combinado? Erros acontecem.
  5. Acompanhe o total de taxas por mês. É uma despesa negociável — e quase ninguém negocia.
Na prática, com a Kontio

Com a Kontio, você registra a venda bruta, a taxa e o valor a receber em um único lançamento balanceado — e a conciliação bancária com IA casa o depósito líquido do banco com as vendas que o originaram.

Pare de perder receita na maquininha

Venda bruta, taxa e recebimento no lugar certo. Teste a Kontio grátis por 7 dias.

Começar agora →

Perguntas frequentes

Por que o valor que cai da maquininha é menor que a venda?

Porque a adquirente retém uma taxa sobre cada transação, conhecida como MDR. Se houver antecipação de recebíveis, uma segunda taxa é cobrada. O valor da venda é a receita, e as taxas são despesas financeiras que precisam ser registradas separadamente.

Como lançar uma venda no cartão na contabilidade?

Registre a receita pelo valor bruto da venda, debite a conta de cartões a receber pelo valor líquido e lance a taxa da adquirente como despesa financeira. Quando o dinheiro entra no banco, dá-se baixa em cartões a receber contra a conta de caixa e bancos.

A antecipação de recebíveis vale a pena?

A antecipação funciona como um empréstimo, com custo embutido na taxa cobrada. Ela resolve um problema imediato de caixa, mas se for usada de forma recorrente, costuma sair caro. Antes de antecipar por hábito, vale analisar a necessidade de capital de giro da empresa.

Continue lendo